sábado, 29 de janeiro de 2011

Medos

Quanto mais eu vivo; quanto mais eu observo as coisas ao meu redor; mas me decepciono. Me decepciono com o rumo que o mundo esta tomando; com as más situações, que se tornam cada dia mais rotineira; com as pessoas.
Tenho medo, confesso. Não quero me tornar escrava do meu  trabalho. Viver para trabalhar, conseguir melhores condições de vida e não ter tempo para curtir os privilégios que ele me oferece.
Das crianças não terem mais infância. Não serem mais crianças. Do fato de terem trocado as brincadeiras na rua com os vizinhos, andando descalça, correndo, descobrindo o mundo; por horas à frente do computador, da televisão. Elas parecem adultos em miniatura, com todas as obrigações e horários. Ora, todas essas experiências são tão importantes para o crescimento de cada um.
De não poder mais confiar nas pessoas. Nem naqueles que dizem me amar. Meu Deus! Eu não posso mais acreditar em todo o “eu te amo” que ouço. O verbo “amar” foi banalizado. Não é mais dito com o coração. E sim quando, julgado, conveniente.
De não poder contar nem com aqueles que coloquei no governo. Do índice absurdo de violência, no país. Do abismo que se tornou a desigualdade social. Meu coração chora junto com cada mãe que perde um filho para as drogas.
Fico indignada quando deixo de ir a alguns lugares ou andar desconfiada, muitas vezes pré-julgando as pessoas, com medo de ser assaltada.

Será que vale tanto à pena lutar para nascer, para crescer, ser uma pessoa melhor e viver neste mundo tão... submundo?!

Um comentário:

  1. Tudo isso é verdade Elô, e é triste! Eu particularmente fico de coração partido quando vejo que as crianças não brincam mais umas com as outras e sim, todas na internet; onde já se viu? E é muito tenso andar no meio da rua desconfiando de todo mundo, eu me sinto muito mal por isso! Mas é a vida né? Espero que isso mude, e pra melhor!

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